Poetisa & Literária: [RESENHA] A Guardiã da Minha Irmã, Jodi Picoult

a-guardic3a3-da-minha-irmc3a3-ar01A Guardiã da Minha Irmã

Autora: Jodi Picoult
Páginas: 433
Editora: Verus
14° Impressão – 2011
Tradução: Julia Romeu
Estrelas: ☆  ☆  ☆  ☆  ☆

Anna não está doente, mas parece estar. Aos treze anos, já passou por inúmeras cirurgias, transfusões de sangue e internações, para que sua irmã mais velha, Kate, possa combater a agressiva leucemia que a castiga desde pequena. Concebida por fertilização in vitro para ser uma doadora de medula óssea perfeitamente compatível com a irmã, Anna nunca questionou seu papel… até agora.

Como a maioria dos adolescentes, ela está começando a buscar sua verdadeira identidade. Mas, ao contrário da maioria dos adolescentes, ela sempre foi definida em função de sua irmã. Até o dia em que Anna toma uma decisão que para grande parte das pessoas seria inconcebível, que vai destroçar sua família e trazer consequências fatais para a irmã que ela tanto ama.

“É certo fazer o que for preciso para salvar a vida de um filho… mesmo que isso signifique desrespeitar os direitos de outro?” Esta é a frase que nos ajuda a dar um pontapé inicial na história. Quem leu minha TAG  (Meus Livros, Ninguém Sai) viu que tive um tremendo pequeno engano na compra do livro. Quem quiser conferir, fique a vontade para dar boas risadas. ❤ A Guardiã da Minha Irmã é a história mais consagrada de Jodi Picoult e originou o filme Uma Prova de Amor.

Me arrependo muito por não ter tido um contato maior com este livro antes. Repleto de reflexões, é como se todo ele fosse um quote sem fim. E dos melhores. A profundidade presente na narrativa da Jodi, a sua intensa maneira de descrever as maiores frustrações, alegrias e pensamentos dos personagens é sem igual. Que a vida é cheia de riscos, nós sabemos bem. Mas e quando temos a escolha de não passar por eles? E quando o risco maior são nós mesmos?

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Para continuar a acompanha a resenha, basta clicar aqui embaixo! 😀

Imagine:  uma família consolidada e feliz, pais satisfeitos com a saúde dos filhos e alegres por uma férias de verão. Até que tudo vem aos ares: Sua filha mais nova é diagnosticada com uma leucemia rara, em que a chances de sobrevivência são pouquíssimas. A menos que haja um doador compatível, sua criança não estará a salvo das consequências da doença.

É esta exata situação conflitante que encontramos em A Guardiã da Minha Irmã. Brian e Sarah, se veem completamente desestabilizados quando Kate, a filha mais nova do casal, é descoberta com um tipo raro de leucemia em que os tratamentos são limitados e nada maior pode ser feito. Após inúmeros testes, é constatado que nenhum membro da família pode ser um doador compatível para ela. E é aí que  a voz de Anna surge. Anna nasceu para ser uma combinação genética da irmã, ou seja, perfeitamente compatível. Confesso que o fato do livro ser um pouco grosso, me desanimou inicialmente. Não pela quantidade de páginas propriamente ditas, mas me preocupou como a autora conseguiria desenvolver o enredo sem torná-lo cansativo. Jodi com maestria nos fez conhecer de pouco a pouco, a família Fitzgerald e outros personagens tão bem construídos que chegaram a ganhar verdadeira admiração minha.

Em A Guardiã da Minha Irmã, é quase impossível de se escolher o lado “certo” ou “errado”. Com  a intenção de ganhar uma emancipação médica e ter direito sobre o próprio corpo (mesmo tendo apenas 13 anos), Anna recorre a um advogado famoso da cidade, Campbell. A garota pretende abrir um processo aos pais, quando um último apelo é feito a ela: doar um rim para Kate. Durante toda a vida, a garota ficou na sombra da irmã mais velha, com o sentimento de que só estava ali para salvar a vida da irmã. Inevitavelmente, Anna é o tipo de garota madura para idade, mas que com tão poucas experiências, já pode narrar uma vida inteira de muita angustia.

 

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Achei mais interessante trazer imagens do filme para quem não viu ainda. ♥ Na foto, Abigail Breslin interpretando a Anna.

 Durante a leitura, não só o ponto da irmã mais nova é visto. Essa alternância entre “vozes” e pensamentos foi incrivelmente bem pensado. Descobrimos os anseios, medos e desejos também dos pais, do irmão de Kate e Anna (que é pouco explorado na história, mas mesmo assim conseguiu me cativar), de Campbell e de Julia, a curadora ad litem designada para saber o que finalmente será melhor para as irmãs. Seu propósito é dar a penúltima palavra, sendo a final, do juiz.

É dificílimo resenhar este livro de maneira aberta, detalhando as partes mais importantes. Como eu disse, a história toda transborda reflexões e lições que são indescritíveis. Na narrativa, sofremos lado a lado com Sarah, que como mãe, não pode favorecer apenas uma filha. Ela não quer que Anna precise continuar o que estava sendo feito ao corpo dela desde que nasceu, mas também se agarra com unhas e dentes a qualquer esperança que possa dar a Kate mais um dia de vida. Eu parei para pensar no que eu mesma faria, no que eu sentiria. E é aí que você se conecta de corpo e alma à história. E consequentmeente que você dá razão a cada ponto de vista, mesmo que cada um vise suas próprias experiências.

Lembra desta frase: “É certo fazer o que for preciso para salvar a vida de um filho… mesmo que isso signifique desrespeitar os direitos de outro”? É a ela que sua mente vai se agarrar sempre que passar para um novo capítulo, um novo personagem, uma nova versão a ser contada. De certa forma, todas se completam e, nossa! O final é completamente surpreendente. Sim, mesmo que você já tenha visto o filme (que é fascinante, também recomendo!) aconselho a conhecer mais de perto a história por meio desse livro. Vai que as coisas sejam diferentes… Tudo bem. O final decerto é completamente distinto, mas igualmente revelador.

E aí? Já tiveram a oportunidade de ver o filme? O que acham que podem esperar do livro? Contem pra mim. ❤

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4 comentários sobre “Poetisa & Literária: [RESENHA] A Guardiã da Minha Irmã, Jodi Picoult

  1. Oi Mirela, tudo bem?
    Eu já assisti esse filme várias vezes e continuo me emocionando com ele!
    É um livro lindo que fala não só sobre a doença mais principalmente sobre o amor familiar!
    Eu nem sabia que ele tinha sido inspirado em um livro e agora que sei estou muito curiosa a realizar essa leitura que deve ser muito linda, reflexiva e inspiradora!

    Beijos :*
    http://www.livrosesonhos.com/

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  2. Oi lindaaaaaaaaaaaaaa! Eu sou perdidamente apaixonada por esse livro. Mas te confesso que não tenho coragem de ler o livro de jeito nenhum! Eu SEMPRE choro horrores quando assisto. É uma daquelas histórias que tocam o nosso coração de um jeito tão profundo e emocionante que é difícil pensar em ler quando eu sei que vai ser mais detalhado ainda… Mas eu realmente amo o filme. E até estou de olho em algumas outras obras da autora. Como sempre tua resenha ficou impecável! E sobre o teu engano… Meu Deus, eu não consigo lembrar dessa história sem rir! É muito engraçado!!! Imagino o tamanho da tua decepção ao perceber que não era o que você queria! mas que bom que agora você encontrou o verdadeiro e gostou! Bjokas… A propósito eu te indiquei para uma tag lá no blog, dá uma olhada! 😉 BJokas…. http://entreumlivroe-outro.blogspot.com.br/2015/01/tag-7-coisas.html

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